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O amor além fronteiras

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O "Amoteatro14", organizado pelo Grupo de Teatro Experimental da Camacha, ultrapassou as expectativas este ano em termos da programação, com a apresentação de vários grupos nacionais e internacionais, Mas, não só. O festival alargou-se, abrangindo vários concelhos da ilha e ainda em termos de público aumentou para além das expectativas.

Este ano a programação do "amoteatro14" foi muito audaz, esteve espalhada pela ilha toda, abrangiram vários concelhos.
Basilissa Fernandes: Abrangimos a Ponta do Sol, o Funchal, a Camacha e Santa Cruz.

Como tem sido a adesão do público aos espectáculos?
BF: Tem sido fantástico, o primeiro dia superou as expectativas, ficámos até aflitos com tanta gente e para dizer a verdade devem ter estado mais de 200 pessoas dentro da casa do povo do Camacha. O segundo dia com o Stefan, o palhaço panai, que apresentou o espectáculo "solo clown", onde trabalha sozinho, que agradou a muita gente. Na Ponta do Sol, na Fundação de John dos Passos, houve o espectáculo da Cátia Terrinca, "a rainha de trapos" que foi criado para as escolas de colectivo de Odivelas, que teve muita adesão. No sábado, os Umcolectivo apresentaram "a mais terna ilusão" a partir de " o marinheiro" do Fernando Pessoa e no Domingo tivemos a maior enchente, mais de 360 pessoas que estiveram presentes no Teatro Baltazar Dias para ver o Teatro Eléctrico, com uma versão de Mary Poppins.

Tem ideia de quantos espectadores passaram por este festival?
BF: Tivemos mais de 700 espectadores na primeira semana. No restaurante "Cesto" o grupo de primeiro ano do conservatório da Escola de Artes apresentou a peça "felizes na varanda", que contou com a presença de mais de 60 pessoas.

Este ano inovaram com um períplo dos artistas convidados pelas escolas da Região.
BF: Sim, o espectáculo na Ponta do Sol foi quase todo voltado para as crianças das escolas locais, de Madalena do Mar e Ponta do Sol.

 

 

Sim, mas qual é o porquê desta iniciativa? Porque é coerente com a programação?
BF: Sim, achámos que é coerente com a programação, porque trabalhámos há vários anos interpretando e produzindo peças de teatro infantil para as escolas da Camacha e da Região. E uma vez mais um desses espectáculos decorreu na nossa sede, "o príncipe feliz" da companhia de teatro "Magia e Fantasia", orientada pelo encenador Paulo Laje. Desde o primeiro ano do festival que englobamos sempre uma peça de teatro infantil para estimular a infância e contactámos nesse sentido as escolas e os professores para que eles se encarreguem de trazer as crianças e adolescentes ao teatro.

Outra das apostas do amoteatro14 é a programação para o dia mundial do teatro.
BF: Para o dia mundial do teatro temos a apresentação, na casa do povo da Camacha, do grupo de teatro "Pamilha Dentada", do Porto, que trazem a peça "o guardião do rio" e no Funchal, houve a apresentação, na placa central, dos Camachofones, dos Gaitúlia, do palhaço Enano e o grupo de teatro "bolo do caco".

Quem são os camachofones?
Carlos Pereira: É um grupo da Camacha, são músicos locais, todos com formação superior que através da adaptação de instrumentos de repercussão e de sopro tocam música ligeira, covers, rock e originais. São um dos grupos de maior projecção turística em todas as praças do Funchal. Os gaitúlia, por sua vez, são um grupo mediaval complementados com os artistas do teatro "bolo do caco", que misturam as artes cénicas, com artes de fogo, há toda esta junção.

Em termos de inscrições de grupos este ano ultrapassaram o número de vagas. Quantos se increveram?
BF: O número não sei ao certo, não seleccionámos ninguém, não queremos que os grupos pensem que os excluímos por algum critério, não foi bem por isso, apenas não comportámos mais, tivemos de dizer que já não aceitavámos mais inscrições, porque os 10 dias estavam completos. É claro, que todos são bons, vimos que valia a pena, porque curiosamente para este festival não tivemos de convidar ninguém, como as pessoas já conhecem o âmago desta iniciativa e gostaram tanto de participar, passam a palavra a outros grupos. Os que não se puderam inscrever, sinto muito, mas numa próxima oportunidade poderão estar connosco. É um orgulho saber que o "amoteatro" é evocado em todos os lugares.

Este ano o salto qualitativo do festival é brutal, para o ano, qual é o próximo objectivo?
BF: Eu prefiro não adiantar nada. O que espero que este chegue ao final com o sucesso que tem tido até o momento e que o próximo possa ser organizado com todo o empenho, carinho e amor que todos os intervenientes tem demonstrado. O objectivo é que seja igual ou melhor, bem se for igual é fantástico.

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