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Amor à primeira vista

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É uma das paragens obrigatórias da cidade do Porto, a fundação de Serralves.

Sempre que visitar Serralves espere o inesperado. É como se entrássemos num universo expandido, com diferentes latitudes, diversas matizes quer em termos culturais, como arquitectónicos e paisagísticos. Há de tudo um pouco para todos os gostos, mesmo para os mais exigentes. É o lugar para se estar. Para se inspirar. Para se amar. Para descobrir. Se não visitar as exposições e os espaços verdes que circundam à fundação, garanto, que nunca visitou à cidade do Porto. É como ir à Roma e não ver o papa. É tal e qual. Para começar o edifício principal rosa de inspiração arte déco, mesmo os seus interiores merecem uma visita guiada, são de uma sumptuosidade despretensiosa que esta profundamente articulada com o seu exterior. É como viajar no tempo, para uma época onde o glamour se servia em flutes lalique e vestia de excessos dourados e lápis-lazúli. Ao descobrir os vários espaços verdejantes deste lugar mágico, reparamos de imediato no cuidado que houve na escolha das plantas e das flores que reflectem distintos mundos de encantar. O corrimão de árvores centenares, imponentes na sua verticalidade, logo á saída da casa, atraem o nosso olhar, adivinhámos cada uma das suas metamorfoses, perante o ímpeto das estações, em particular, o cair das folhas no Outono com as suas várias tonalidades verde seco e laranja.

 

Encarando a paisagem geométrica à nossa frente, ao ladear os corredores de água, meio escondido entre arbustos bem torneados esta o court de ténis, onde esta a melhor casa de chá da cidade invicta. As tartes são de morrer e chorar por mais e os scones são simplesmente divinos, esteja preparado para o frio, porque a sala é pequena e na mesma vai querer enfrentar as temperaturas menos amenas por causa do ambiente circundante, é um festival de cores e odores a rosas que não vai facilmente esquecer. Depois deste merecido descanso da alma e o aplacar do apetite mais guloso é tempo de continuar a nossa visita pelos 18 hectares de paisagem. É verdade. Serralves é assim de extenso. Seguindo os distintos trilhos deparámo-nos com vários recantos reclusos, românticos, que remetem para o mundo egoísta dos jovens amantes, basta estar atento e quase podemos ouvir os suspiros de felicidade e os risos de cumplicidade partilhada. Mesmo no final, há um campo extenso onde todos anos milhares de pessoas ocorrem para o encerramento das 48 horas de Serralves em festa, com direito à música e fogo-de-artifício. Na subida, um súbito desvio, para o novo pavilhão de exposições visionado pelo arquitecto Siza Vieira. É um edifício que reflecte o seu estilo muito próprio de ver o mundo, cujo interior de facto salienta as obras que estão a ser expostas e não importa o que pretende ver, cada sala é uma descoberta, entre corredores brancos com ângulos inusitados. Infelizmente a minha viagem termina aqui. Mas, amanhã é outro dia.

 

 

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