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De flávio aos lusitanos

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É uma das urbes mais antigas do nosso país.

Os vestígios de um passado histórico muito rico estão espalhados por toda a cidade. A começar pelo nome. Chaves desde sempre foi um local ideal e estratégico para várias civilizações. Em particular para os romanos, que há dois milénios conquistaram estas terras férteis e construíram fortificações pela periferia, muralhas para protegerem os aglomerados populacionais, pontes, levaram à cabo prospeção de minérios e fomentaram o uso das termas, hábito que se mantém até os nossos dias. Esta localidade de Portugal foi elevada a categoria de cidade desde o ano 79 d.C., por Tito Flávio Vespasiano, daí advém a antiga designação romana Aquae Flaviae, que se mantém como designação dos habitantes desta localidade, os flavienses.

Devido a sua situação fronteiriça e localização estratégica, Chaves foi sempre palco de grandes confrontos ao longo dos séculos, quer nas invasões pelos bárbaros, quer nas guerras entre mouros e cristãos. Só a partir do ano de 1160 esta cidade integra oficialmente o que viria a ser a nação dos lusos e mais uma vez como medida de protecção, D. Dinis, rei de Portugal, mandou construir uma muralha e um castelo que se mantém de pé até os nossos dias. Chaves é daqueles lugares paralisado no tempo. Cada esquina, cada recanto, cada fachada granítica contam uma história antiga que se perpetua por séculos e que parece nunca desgastar-se com a passagem dos anos. Ao passear pelas suas ruas e monumentos podemos literalmente traçar a sua origem desde quase aos seus primórdios. É também uma cidade verdejante, rodeada pelo vale do Tâmega, um postal bucólico e romântico que se pode avistar no miradouro de São Lourenço. As experiências gastronómicas é outra das grandes qualidades desta urbe. O mítico pastel de Chaves, feito com massa folhada e carne, é uma das iguarias a não perder mesmo, mal saído do forno. Os presuntos e os enchidos são outras das joias da coroa desta região do Norte e por último, o cozido á transmontana que fazem as delícias de qualquer bom garfo. Basta provar e deixar-se levar.

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