O forte de Santa Luzia é outro dos ex-libris desta localidade alentejana. Desde logo salta á vista a arrojada composição arquitectónica defensiva quadrangular com os seus baluartes pentagonais nos vértices em forma de estrela. A beleza desta fortificação militar só ganha dimensão vista do céu, mas mesmo em terra não deixa de ser imponente com os seus muros reforçados. Aliás, foi aqui que teve lugar uma das contendas mais importantes na restauração da independência Portuguesa, a batalha da linha de Elvas. Esta cidade foi sempre palco de pesados sítios ao longo dos seus mais de dez séculos de existência e resistiu sucessivamente as investidas graças as suas pedras milenares e ao engenho humano. As marcas das várias civilizações que por aqui passaram continuam, contudo, profundamente enraizadas na cultura alentejana. A influência dos árabes é talvez a mais flagrante e persistente no tempo, é ainda visível na arquitectura urbana, reparem nas chaminés das casas, no seu formato rendilhado, os azulejos que transbordam de cores e padrões inusitados que se avistam nos interiores de alguns dos edifícios e na gastronomia, em particular nos doces com o seu paladar amendoado. Curiosamente foram os romanos que deram o nome a esta cidade, Helvas. Eles foram os primeiros povoadores deste território fronteiriço e ainda existem vestígios da sua passagem que podem ser visitados. Por último e não menos importante, esta urbe merece uma visita pela grande hospitalidade que caracteriza os cidadãos desta cidade, que ao contrário do passado, não recebem os visitantes com setas, ou canhões, mas sim com sorrisos de boas vindas.





