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Rainha da fronteira

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É uma das cidades mais fortificadas do território nacional e agora é património da humanidade pela UNESCO.

Bem-vindo à Elvas, a cidade fronteira por excelência do reino de Portugal, um balaustre da nacionalidade portuguesa e que foi palco de grandes batalhas ao longo dos seculos. O que resta desses ecos guerreiros é um património arquitectónico de inegável beleza. A primeira imagem que retemos na memória são as portas da cidade, a brancura dos seus edifícios, uma marca do Alentejo profundo, em contra ponto com as muralhas cinzentas que a circundam. Esta cidade tem o maior conjunto de abaluartadas do mundo. A fortificação da cidade teve o seu início desde o tempo em que os exércitos lusos expulsaram os muçulmanos do território, no ano do senho de 1166. A reconquista cristã deixou uma herança em pedra que é o castelo de Elvas. A paisagem de uma das torres hexagonais confirmam este legado militar, avistam-se campos intermináveis que definem até a exaustão o nosso olhar e confirmam também a sua importância estratégica, conseguimos imaginar as sentinelas do alto destas muralhas, avistando sem grandes margens para erro, a vinda dos exércitos inimigos do reino.

O forte de Santa Luzia é outro dos ex-libris desta localidade alentejana. Desde logo salta á vista a arrojada composição arquitectónica defensiva quadrangular com os seus baluartes pentagonais nos vértices em forma de estrela. A beleza desta fortificação militar só ganha dimensão vista do céu, mas mesmo em terra não deixa de ser imponente com os seus muros reforçados. Aliás, foi aqui que teve lugar uma das contendas mais importantes na restauração da independência Portuguesa, a batalha da linha de Elvas. Esta cidade foi sempre palco de pesados sítios ao longo dos seus mais de dez séculos de existência e resistiu sucessivamente as investidas graças as suas pedras milenares e ao engenho humano. As marcas das várias civilizações que por aqui passaram continuam, contudo, profundamente enraizadas na cultura alentejana. A influência dos árabes é talvez a mais flagrante e persistente no tempo, é ainda visível na arquitectura urbana, reparem nas chaminés das casas, no seu formato rendilhado, os azulejos que transbordam de cores e padrões inusitados que se avistam nos interiores de alguns dos edifícios e na gastronomia, em particular nos doces com o seu paladar amendoado. Curiosamente foram os romanos que deram o nome a esta cidade, Helvas. Eles foram os primeiros povoadores deste território fronteiriço e ainda existem vestígios da sua passagem que podem ser visitados. Por último e não menos importante, esta urbe merece uma visita pela grande hospitalidade que caracteriza os cidadãos desta cidade, que ao contrário do passado, não recebem os visitantes com setas, ou canhões, mas sim com sorrisos de boas vindas.

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